1- Só alguém com algum tipo de doença
mental desejaria fazer um aborto por prazer, fetiche ou considerá-lo como meio
contraceptivo.
2- Enquanto sacerdotes e entidade
religiosa devemos pregar para que o aborto não aconteça, pois de fato ninguém
quer celebrar este ato. Paralelamente não devemos julgar quem o precisou fazer.
Nossa meta é o bem-estar do ser humano através da sua maturação espiritual.
3- É preciso discutir sobre a
responsabilidade dos pais e do lugar do homem como sujeito que deve assumir a
paternidade afetiva e financeiramente na mesma itensidade que alguns querem
discutir o aborto. Este tema deveria sempre vir interligado.
4- O conselho de medicina defendeu o
aborto até a décima segunda semana de gestação, isto porque é depois do
terceiro mês que o sistema nervoso central do embrião vai se formar. Do
EMBRIÃO!
5- Precisamos falar do homem se
responsabilizar de igual modo a buscar meios contraceptivos, como fazer
vasectomia, usar preservativo e tomar pílulas, se estas já forem disponíveis.
6- É preciso pensar nos aspectos
subjetivos ligados ao ato sexual e por consequência da necessidade do aborto.
De como a violência faz parte desse processo, muitas veze, em que a mulher é
obrigada a transar com seus maridos. Este se quer querem usar camisinha, a
pílula é falha, a mulher pode acabar engravidando e, em dadas situações, o
próprio marido deseja e obriga a realização do aborto.
7- A saúde da mulher física e
psicológica precisa ser debatida na mesma intensidade quando se discute o
aborto. Além das reverberações sociais a respeito do cuidado da criança.
8- O aborto sendo legalizado ou não
já realizado por algumas mulheres. As ricas pagam médicos particulares. As
pobres morrem fazendo este ato em situações humilhantes.
9- O risco de um aborto clandestino e
sem acompanhamento médico é uma das principais causas que levou o CFM (Conselho
Federal de Medicina) a decidir apoiar a interrupção de gravidez até a 12ª
semana de gestação.
10- Temos que discutir sobre o poder
opressor masculino, as arbitrariedades destes, o contínuo desejo de dominar e a
responsabilidade do homem na construção familiar e não apenas por isso nas
costas das mulheres.
11- O aborto deve ser pensando muito
mais como um problema de saúde pública do que “privilégio de mulheres sem
vergonha poderem abortar”.
12- Os cultuadores de orixá devem
buscar na ancestralidade modos de cuidar dessa mulher que deseja realizar o aborto
de modo a orientá-la sempre a estar bem consigo e com as suas escolhas. Aborto
não é algo a ser incentivado na religião, mas antes de tudo devemos celebrar a
existência já com seus pés em terra e bem orientar esta mulher, dar o cuidado,
a medicina e o afeto necessário para ela bem lidar com tal decisão.
Não me considero “feministo”, apenas
busco complexificar alguns temas que me chegam numa razoabilidade do “pode”
“não pode” quando as questões são bem mais densas. Como homem fico bestificado
como temos a capacidade de falar de um tema tão denso para as mulheres como se
estivéssemos reclamando do pão mofado da padaria. Aborto é algo ruim. Sempre
será. Entretanto ele, por vezes, se faz necessário por uma questão de saúde
física, psicológica ou ainda social. Aborto não é privilégio. É um direito.
Homens: tenham mais respeito e cuidado ao falarem sobre o assunto!
